quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Férias!

Juliana Doretto/UOLLembrei-me hoje do 19/12/2006, quando, esgotado, recebi a notícia de que passara para a segunda fase da UNICAMP e que, portanto, só estaria de férias a partir do dia 17/01/2007. Eu estava acabado, morto, com finais de semana mutilados desde o início do ano e pouquíssimos feriados que, quando sem aula, eram dedicados aos estudos. Não era a faculdade que eu sonhara, muito menos o curso. Aquela data parecia inalcançável, tão longe quanto a duração da eternidade. Mas, bola pra frente! Afinal, nada adianta atravessar um enorme oceano e morrer dormindo na praia.

A prova de hoje foi um marco, não um exame. Um teste difícil sim, complexo (o de Matemática), mas também tranqüilo e "light" (o de Inglês). Sem dúvidas o dia mais gostoso de se fazer dos últimos quatro. Lembro-me de que cada vez que olhava no relógio, enxergava o tempo que me separava das férias, e não o tanto que ainda tinha de permanência na sala. Um momento que certamente ficará eternizado em minha mente: 18h04, quando a fiscal finalmente balançou a bandeira e disse: "Tempo encerrado! Por favor, fechem os cadernos". Só quem fez 19 provas nos últimos meses sabe o quanto essa utópica frase foi aguardada. A vontade era de chorar, gritar, jogar tudo pra cima! Não só a minha, mas a de todos os que prestaram nestes últimos dias. A temporada de caça está encerrada! Quem passou, passou. Quem não passou... Bem, deixemos essa parte de lado!

Os próximos dias serão dedicados ao ócio mental (o físico ficará para depois). Uma semana de viagens para mudar os ares e literalmente arejar as idéias. Quando possível, voltarei aqui para retomarmos a idéia inicial do Blog. Mas, enquanto não retorno, deixo registrado o meu muito obrigado a todos que apoiaram, oraram, torceram, mandaram mensagens, e-mails, telefonaram, scraps, MSN, sinais de fogo e todas as formas possíveis de comunicação. Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Um pequeno alívio

Finalmente uma prova gostosa de se fazer!

O exame de Física foi bem tranqüilo! Até que enfim a UNICAMP mandou uma prova mais fácil do que a FUVEST. O mesmo não pode ser dito da prova de Geografia. Todos os exatóides acharam o exame de Física fácil e o de Geografia complicado. Para os humanóides, o contrário. Graças a Deus existem as diferenças! Afinal, o que seria do verde se não existisse o amarelo?

Amanhã talvez eu volte! Em menos de 20 horas estarei de férias. Em menos de 4 horas estarei de férias. Em menos de três anos eu estarei de férias! Pra quem entende...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Apenas oito horas

O dia foi, mais uma vez, dedicado às provas da UNICAMP, sendo elas de Química e História.

Hoje descobri o motivo de tanta conversa ontem. Na UNICAMP, os candidatos são alocados de acordo com sua carreira. Na minha sala, além dos futuros engenheiros da computação, havia também vários candidatos ao curso de filosofia. Daí, logo lembrei-me da famosa sociabilidade dos humanóides. Quando fui identificar os exatóides, não tive dificuldade: 10 caras, nenhuma menina, todos feios, sem falar um com os outros, a maioria orientais, concentrados no nada.

A prova começou mal. A lousa indicava duas erratas na prova de Química. Cheguei a conclusão que o problema da UNICAMP não é a dificuldade do exame, mas, sim, a duração dele. As 12 questões de cada matéria são muito complexas, uma vez que devem abordar todo o conteúdo do Ensino Médio. Sendo assim, não poderiam ser superficiais. Para complicar, a instituição quer "inovar", inventando novas abordagens e incluir a maldita interdisciplinaridade no meio. A prova de Química, por exemplo, pedia em um item a equação da reta de um gráfico (se não me engano, estudei isso em Matemática) e, em outra questão, pedia o julgamento de uma frase que só poderia ser feito se soubéssemos qual espécie de bicho causa malária (isso não era Biologia?). Além do mais, repetiu-se a dose da primeira fase e fez-se uma prova temática, visando discutir os problemas da alimentação mundial. O exame deste ano não foi no laboratório, foi na cozinha! Uma situação nova, completamente diferente das enfrentadas ao longo do ano em sala de aula. Interessante? Até seria se tivéssemos tempo para digerir o prato que nos foi servido. O escasso tempo só permitiu que engolíssemos a prova e vomitássemos aquilo que comemos durante o ano. Não foi possível metabolizar todas as informações, como a faculdade provavelmente queria, e construir respostas plausíveis à altura da prova. Ao contrário: foi uma corrida contra o tempo, onde venceu não o mais preparado, mas, aquele que decorou mais coisas ao longo do ano e conseguiu jogar no papel o máximo possível de informações. Exatamente o oposto do perfil buscado pela instituição...

Nada escapa da UNICAMP. Tudo aquilo que demos graças a Deus por não aparecer em outras provas essa faculdade faz questão de lembrar. As 12 questões desdobram-se em sub-itens, indo às vezes até a letra c. O exame é realmente enorme e, com pouquíssimo tempo para ser resolvido em uma sala quentíssima e com carteiras extremamente desconfortáveis, submete os pobres vestibulandos a terríveis torturas físicas e psicológicas. Meus sonhos de uma noite de verão não eram assim! Começo a entender melhor a expressão "do inferno ao céu em apenas 8 horas"...

domingo, 14 de janeiro de 2007

Começo do fim ou fim do começo?

Após dois dias de "descanso", voltamos hoje à maratona de provas. Desta vez, o adversário é a UNICAMP!

O horário da UNICAMP não é o mesmo da FUVEST. Esses horários sempre nos confundem, mas vamos lá! Os portões se fecham às 13h45. Horário de chegada? 13h00! Com medo do trânsito, graças ao acidente do metrô, saí de casa bem cedo, chegando ao local de prova com uma hora e meia de antecedência. Tempo suficiente para ficar no carro fazendo hora, ficar de pé esticando as costas, entrar várias vezes na fila do chiclete e ainda bater papo com os amigos que - firme e forte - fazem a maratona de provas até o fim. Descobri que não sou o único que estou exausto, de saco cheio, com vontade de sumir e não estudar mais nada! Isso é bom - dá uma forcinha a mais!

Faltando pouco menos de meia hora para o início do exame, entrei na minha sala. Os minutos antes do começo foram os mais bizarros que já vivenciei em toda minha experiência vestibulínica. A sala de aula estava uma zona! A conversa era mais alta do que as do tempo de colégio. Metade da sala se conhecia, o que gerou um animado e barulhento bate-papo incompatível com a tensão pré-vestibular. Junto com todo esse auê, o candidato ao meu lado relutava em guardar seu material, portando seus resumos até o último segundo, esperando aprender alguma coisa que não conseguiu em 12 meses. Mal sabia eu que ainda teria que aguardar 45 minutos nessa baderna. O processo de identificação da UNICAMP é bastante peculiar. Apenas um fiscal na sala verifica o nome de todos os 45 candidatos, bem como recolhe as digitais de cada um. Feito isso, a prova chega lacrada em um saco preto, devendo ser aberta e "montada" pelo responsável. Sim! Diferentemente da FUVEST, que envia as provas nomeadas e prontas, a UNICAMP manda um bloco enorme de papéis, sem ao menos cortar as páginas, cabendo ao fiscal, na hora, separar duas "folhonas" para cada um e aos candidatos o trabalho de cortar a prova e montá-la.

Feito tudo isso, às 14h16 iniciamos a prova. Foi a pior prova que fiz nos últimos meses! O grande Bellinello definiu a prova como "massacrante", afirmando sem titubear que o exame foi "muito mais difícil do que a FUVEST". Já o mestre Fernando Teixeira afirmou que a prova foi "muito mais desafiadora e complexa", reconhecendo que não houve tempo para responder todas as questões. Uma prova enorme, cobrando muitas peculiaridades, extremamente chata e cansativa, aplicada em um escasso intervalo de tempo. É questionável um candidato à engenharia ter que saber detalhes de Biologia, como, por exemplo, a diferença morfológica em um fruto que faz com que ele seja classificado como baga ou drupa (detalhe: era a primeira questão de biologia, portanto, a mais fácil do exame - na UNICAMP, elas estão ordenadas em grau de dificuldade crescente). A proposta
de buscar um aluno competente em todas as disciplinas é extremamente válida. Todavia, ninguém é capaz de guardar picuinhas de cada disciplina - especialmente quando não é sua área de interesse. Que seja. O exame já foi e as eternas quatro horas dentro da sauna de aula que achei que não passariam, terminaram. Quase dois litros de água, 6 chicletes e pouco mais de uma dezena de bombons depois, a prova finalmente acabou.

Amanhã enfrento Química e História. Estou preparado para outro exame massacrante como o de hoje. As matérias de Exatas eu me garanto! Quanto às Humanas, refugio-me na declaração do professor Armênio Uzunian: "um bom conjunto deveria levar em conta o fator tempo. Acho que a UNICAMP errou a mão..."

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Enfim, o primeiro fim!

Quem disse que no fim tudo dá certo estava correto! A primeira maratona de provas não podia ter acabado melhor...

Acordei no mesmo horário de sempre, li novamente alguns resumos de Matemática e completei o enxuto formulário. Feito isso, um bom banho e um delicioso almoço me enviaram para o último dia de provas. É incrível como a tranqüilidade é maior hoje do que no Domingo. Não sei se por ter feito todas as provas ou por já conhecer o monstro que se levantou, a ansiedade, o nervosismo e a tensão são bem menores dos que aqueles de quatro dias atrás.

Chegando ao local de exame, verifiquei a lista (que estava menor ainda do que ontem) e conferi minha sala. Bati um papo com um amigo e, cinco minutos antes de entrar, li pela última vez a relação de fórmulas que preparara. Leitura essa extremamente útil: pelo menos três expressões que não tinha muita segurança marcaram presença na prova que se iniciaria em instantes!

O ritual de início não foi diferente. Mecanicamente, os fiscais lêem as instruções que a invisível FUVEST manda, reforçando os mesmos avisos de sempre: não é permitido usar material estranho à prova (o que é mais estranho do que aquelas questões?), ninguém pode se ausentar antes de 15h00 (haja resistência!) e celulares e pagers devem permanecer desligados (alguém aí está com pager?). Como sempre, a prova chega com o famoso "atraso elegante", esnobando seus admiradores que ansiosamente aguardam-na sentados.

Às 13h11, a frase mágica é proferida pela última vez. Li a primeira questão e matei-a imediatamente. A segunda, idem. A terceira, também. Me senti fazendo uma prova do Claudião, no bom e velho Batista. Não fosse a falta de tempo, provavelmente teria gabaritado o exame. É claro que não foram fáceis. Mas Matemática é o meu xodó! O tempo voou e quando ouvi já eram 16h11. O relógio do fiscal apitou, quando ele imediatamente ordenou que fechássemos o caderno. Estava empolgado no meio de uma questão, mas não importa: o tempo de prova é de quatro horas! Nem um minuto a mais...

Saindo do prédio, me senti praticamente de férias. Semana que vem ainda tenho que encarar oito provas da UNICAMP, mas não importa. A USP já passou! À noite, quando cheguei em casa, conferi rapidamente as provas anteriores e tive a grata surpresa de descobrir que não fui tão mal em Física como imaginara. E, melhor, li diversas opiniões de concorrentes, que consideraram a prova de Matemática difícil. Que beleza!

Já disse o sábio: "Tudo passa". O monstro FUVEST, que nos últimos cinco dias desafiou quase quarenta mil estudantes, finalmente se calou. Sua hibernação será até o final de novembro, quando mais uma vez levantar-se-á do seu sono profundo e aniquilará mais alguns milhares de candidatos. Deus queira que eu esteja novamente presente nesta ocasião. Mas desta vez, como aluno da USP, trabalhando de fiscal. Agora, só quero descansar, esfriar a cabeça e fazer o meu melhor na UNICAMP para sair de férias com a consciência extremamente tranqüila de que fiz o possível e o impossível para conquistar minhas vagas. Cada vez mais o cheiro das férias se torna mais forte...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Vontade de chorar

O dia da Física finalmente chegou! Tudo aquilo que estudei nos últimos 4 anos sobre essa disciplina me foi cobrado em 10 questões! Dez questões do mal, que pareciam ser duzentas. Tão longas e complexas que seriam necessárias pilhas de livros para ensinar a um leigo tudo que elas cobravam...

Após o ritual vestibulínico, saí de casa pela penúltima vez rumo à faculdade. Chegando lá, não encontrei ninguém (apenas os exatóides e os candidatos à medicina são obrigados a degustar essa prova) e fui direto localizar minha sala (que não era a mesma dos dias anteriores). Feito isso, fui ao pátio ler pela última vez um completo formulário que preparei contendo algumas informações bastante relevantes (pelo menos eu achei que seriam) para a resolução do exame. Estava bastante empolgado, pois, depois de Matemática, é a matéria que mais dominava e me sentia preparado. Todavia, em apenas algumas horas descobri que a coisa não era bem assim! As primeiras questões, apesar de fáceis, eram bastante trabalhosas! Deixaram, portanto, de ser fáceis. As últimas então dispensam comentários! Uma prova, enfim, muito difícil, muito trabalhosa, com pouco tempo e que pode ser resumida em uma frase: "Só sei que nada sei".

Contudo, não adianta chorar sobre o leite derramado. Nas próximas horas, vou me dedicar à uma rápida revisão do conteúdo de Matemática para ver se encerro esse vestibular com chave de ouro. Posso ter "perdido" uma batalha, mas a guerra ainda está acontecendo e só será decidida no último instante! Amanhã eu volto para contar como foi o último dia deste novo ano em que a FUVEST expele para o mundo suas questões dissertativas. Como disse alguém: "O ano é novo, mas os problemas são bastante antigos..."

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Um dia para relaxar a mente

O dia de descanso começou cedo. E, antecipo-me: foi bem pior do que previa. Descobri que estou mais cansado do que imaginava...

A matrícula no Mackenzie não pôde ser feita. É preciso voltar lá em outra ocasião com algumas toneladas de papéis para provar o que sou e quanto sou. A burocracia é algo que realmente me tira do sério. Ainda mais quando é feita por pessoas desmotivadas, como um desinformado funcionário daquela instituição que afirmava termos perdido o prazo da matrícula. Mal sabia ele que a data limite é 2 de fevereiro. Enfim, no final das contas, fomos atendidos e obrigados a retornar em outra oportunidade, com um formulário preenchido, com cópias e mais cópias de documentos (alguns dos quais eu nem sabia que existia) e uma boa dose de paciência e bom humor! É, realmente, dinheiro é o nome do jogo! Com um cheque assinado, tudo seria mais fácil. E daí? Se fosse fácil, não seria gostoso! E se não for gostoso, não vale a pena! Tenho direito a estudar de graça; ninguém está fazendo nenhum favor ou obra de caridade para mim. O governo rouba meus pais todos os meses, prometendo saúde, educação, emprego e mais um monte de ladainhas. Além de não cumprir, ainda quer se fazer de santo por me "dar" uma vaga em uma escola particular? Não pra cima de mim! Ele não está fazendo mais nada do que sua obrigação . Pelo contrário: esse dinheiro foi, antes de ser dele, da minha família! Mas tudo bem: não vou desanimar por causa de funcionários adestrados para tirar a minha paciência...

O resto do dia foi razoável. Dediquei-me a rever a matéria de Física que constará no exame de amanhã, analisando a prova do ano passado e relendo as fichas-resumo do Objetivo. Amanhã, voltamos para contar como foi a tão esperada prova.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Perdendo o medo

Passado o trauma da primeira prova discursiva, aos poucos o medo vai diminuindo - e a dificuldade aumentando!

Neste segundo dia de exames, a rotina foi a mesma, mas sem aquela tensão que assombrou-me no domingo. Chegando na faculdade pouco depois do meio-dia, encontrei os mesmos amigos, fizemos alguns comentários acerca do exame de português e lá fomos nós novamente encarar a FUVEST. Os 20 minutos que antecederam a prova não foram tão longos quanto os de ontem. Todavia, o silêncio sepulcral e o vai-e-vem dos vermelhinhos sussurrando alto para os fiscais o que devem fazer deixam qualquer um apreensivo e tenso! Novamente, por volta das 13h10, ela entra na sala, desfilando e exalando toda sua maldade. Rapidamente, uma cópia do exame de Química deitou na minha frente, encarando-me com o mesmo olhar de ressaca do ano passado. Dado o aviso de que podíamos saborear a prova, abri-a com cuidado, lendo cada questão como se fosse única. Houve alguma dificuldade em 2 questões, que mereceram ser deixadas de lado até por volta das 15h30. Uma prova complicada, embaraçada, mas, não impossível! Difícil sim, trabalhosa, mas, possível!

Às 16h15 deixei o campus com destino à minha casa. O dia de amanhã será bastante agradável. Por não fazer o exame de Biologia nem o de Geografia, estou de férias por 24 horas! Tempo suficiente para tocar, me matricular no Mackenzie e resolver algumas burocráticas questões que estão pendentes há algum tempo! Se sobrar algum tempo, volto aqui para contar como foram minhas férias de um dia.

domingo, 7 de janeiro de 2007

O primeiro contato

É, realmente o conselho dos veteranos é muito importante: o que vai ganhar o jogo agora é o descanso e a tranqüilidade emocional.

Após uma longa noite bem dormida, às 11h45 saí de casa para me encontrar com a temida FUVEST. Creio que essas horas que antecedem a prova são as piores: os momentos aguardando a faculdade abrir os portões, o encontro com os amigos e a nervosa conversa sobre assuntos que, de um jeito ou de outro, culminariam na prova. É curioso observar como cada um enxerga seu desafio: o futuro advogado, experiente, com 2 anos de cursinho, não cria falsas expectativas. Outros dois concorrentes a engenharia vão para a prova como se estivessem indo para a lanchonete: despreocupados, no famoso refrão brasileiro "deixa a vida me levar". O candidato à FEA (Faculdade de Economia e Administração) também estava tranqüilo, com vaga garantida em outra instituição. Muita gente conhecida. Muita gente nova. Todos nervosos, todos sossegados. Todos, enfim, aguardando a hora de se encontrar com a primeira prova discursiva da FUVEST 2007.

Após alguns minutos de bate-papo e de portões abertos, despedi-me dos conhecidos para ir à sala. É impressionante a organização do vestibular da USP. A pontualidade, entretanto, não é muito respeitada: os portões abrem-se 10, 15 minutos antes do previsto; a prova chega atrasada (13h15). Contudo, nunca ouse não ser pontual: você não será perdoado por isso!

Ao entrar na sala, aí sim os nervos vão à flor da pele. Nos 20 minutos que separam sua "vida" pré-FUVEST 2007 da pós, tudo passa na cabeça: velhos amigos, novos conhecidos, situações inusitadas, o sentimento de vitória, o amargo sabor da derrota, tudo mesmo! Parece que o tempo perde o referencial nestes instantes. O devaneio é interrompido pelo intenso movimento dos "vermelhinhos" (os fiscais e auxiliares), incumbidos de levar ao destino os exames que consumiram vidas inteiras durante o ano. Essa hora é bastante emocionante: observar o documento que há um ano me venceu penetrando sala a dentro com sua arrogância ímpar, protegido por uma burocrática e necessária intocabilidade. Ao ser colocado sobre a carteira, encarei-o, conferindo meus dados e meu nome. Todos a postos, avisos dados, a frase foi proferida: "boa prova!".

As rápidas quatro horas que se seguiram passaram tão lentamente quanto os últimos vinte minutos. É curioso observar que, ao mesmo tempo que o tempo não passa, ele voa! Lembranças de aulas do início do ano ou da revisão de véspera vem à tona, compondo uma grande ópera de informações dentro da nossa cabeça. Selecioná-las, organizá-las e registrá-las é agora o grande desafio. A redação, temida por muitos, uma vez que vale nada menos que 6,25% da nota final, não estava tão assustadora quanto pensávamos. O mastigado tema (amizade) obrigou-nos a discutir o assunto valendo-se de nossas próprias experiências, mas sem antes responder algumas questões que deveriam constar no texto (se a coletânea fornecida era atual, se a amizade ainda tem aquele valor que tivera antigamente, dentre outras). Uma prova, enfim, razoável, mas digna de receber o logo da FUVEST.

A hora finalmente chegou. 17h13 e os fiscais ordenam o fechamento dos cadernos. O meu, que já havia sido entregue minutos antes, não sofreu a a ameaça de "atitudes deselegantes" por parte dos vermelhinhos. Coloquei meu tênis, guardei meus doces (o que sobrou deles) e saí do prédio. O resto do dia foi bastante bom também, mas não cabe aqui comentá-lo.

Amanhã estamos de volta, comentando como foram os minutos pré, durante e pós prova de Química. Graças a Deus, estou livre de História. Entretanto, minha prova promete: a meu ver, foi a disciplina mais difícil do ano passado! Será que ela ganhará o pódio este ano?...

sábado, 6 de janeiro de 2007

Apenas algumas horas...

A maratona está apenas começando! E, junto com ela, a série "Provas da minha vida".

Até o próximo dia 17, os vestibulandos que disputam vagas na USP e na UNICAMP seremos submetidos a eternas 25 horas de tensão, distribuídas em doze provas diferentes, ao longo de oito dias. Propus a mim mesmo fazer um pequeno resumo de cada um desses últimos doze dias antes do meu retorno à vida, a fim de me divertir um pouco quando estiver de férias, e encorajar (ou não!) futuros candidatos a uma dessas duas instituições.

O dia de hoje começou cedo: às 07h30 da manhã. O cursinho Objetivo ofereceu à seus alunos uma revisão da revisão da revisão (...) final sobre as nove obras que compõem a lista de leitura obrigatória. A aula, com início previsto para às 09h00 e duração infinita (pelo menos próxima disso), teria duas partes: a primeira, indo até às 13h00, e a segunda, começando às 14h00 com o mestre Fernando Teixeira, iria até sabe lá Deus que horas! O primeiro tempo eu assisti: as quatro obras ("Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente; "Iracema", de José de Alencar; "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida e "Dom Casmurro", de Machado de Assis) foram analisadas de forma rápida e eficaz pela professora Lu. Como se não bastasse a aula, houve "sorteio" de camisetas para os melhores cabeças e também a "confecção" de uma reportagem sobre o assunto para o SPTV. Para ver a matéria, escolha uma das opções abaixo:

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Foi engraçado a hora em que o repórter, sem combinar nada, perguntou para a galera:
- Amanhã vocês vão enfrentar um monstro que tem 7 letras e se chama...
A resposta foi unânime: "FUVEST"! Mal sabíamos que a resposta desejada (portanto, a que deveria ser dada por ser o tema da reportagem) era REDAÇÃO (desde quando FUVEST tem 7 letras?...)

Às 13h00, retornei ao lar, onde fiz um humilde lanche e tirei a tarde para descansar. Saí para andar um pouco com a família e mudar os ares. Mais à noite, na segunda edição do SPTV, outra reportagem sobre o assunto. Desta vez, com direito a entrevista:

Assistir vídeo - Ler matéria

Agora, faltando poucas horas para o início da primeira prova, pontuo o que de principal aconteceu nesta véspera de FUVEST e recolho-me para atividades um tanto quanto "agitadas": banho, pizza, filme e coisas do tipo.

Amanhã estou de volta, contando como foi o temido primeiro dia de provas! FUVEST? Que venha...