São Paulo, 14 de outubro de 2007.
Um pedido de justiça
Permita-me usar do seu tempo para fazer um desabafo junto com um esperançoso pedido de ajuda. No dia 04/09, realizei um velho sonho pelo qual batalhei há quase um ano: comprei um notebook. Após vários dias de pesquisa de preço, modelos e marcas, encontrei na loja WiMax computadores (http://www.wimaxcomputadores.com.br/) o menor valor. Consumidor cauteloso, após tomar todos os cuidados recomendados pelo ProCon, pedi para um amigo ir até à Av. Independência, 321, em Ribeirão Preto – SP para ver se a loja de fato existia ou se não era mais um daqueles golpes pela Internet. De fato, o estabelecimento estava lá há algum tempo e efetuei a compra.
Meu laptop chegaria dia 14/09, data pela qual esperei ansiosamente. Entrando em contato com os vendedores, me informaram que o prazo fora modificado para o dia 18/09. Comecei a ficar impaciente. O dia 18 chegou e nada do meu computador. Liguei para a loja, quando me prometeram a entrega para o dia 03/10. No dia seguinte, a vendedora Marina ligou no meu celular, contou uma enorme história e disse que um dos sócios da WiMax se desligou da sociedade e que junto com ele foram todos os contatos com fornecedores. Por esse motivo, alegou que a empresa estava começando suas atividades da estaca zero e me deu um novo prazo. Desconfiei. Passado algum tempo (uma semana), tentei contato pela Internet (e-mail) em vão. Liguei nos quatro números disponibilizados, mas nada de atenderem ou me responderem. Fui atrás de mais informações e encontrei aquilo que não queria: mais de 100 pessoas que, como eu, compraram seus eletrônicos na WiMax e não receberam. As compras realizadas entre julho e setembro de 2007 não foram entregues e a loja fechou suas portas na cidade de Ribeirão Preto. No local, há agora uma placa com o nome “Rabisk papelaria e informática”.
Os boletos gerados pela WiMax em seu sistema de vendas pela internet tinham como cedente a Promarketing Comércio de Informática Ltda, cujo CNPJ indicado é 00.256.540/0001-30. O boleto era para pagamento no banco Bradesco e a agência/código do cedente era o número 3427/0013397-3.
No dia 28 de setembro, a polícia civil de Ribeirão Preto fez uma operação de busca e apreensão na loja e foi instaurado um inquérito policial no 1º Distrito Policial de Ribeirão Preto (inquérito n. 325/07), sob o comando do Delegado Gino Augusto Franco Santana. Desde então, a loja permanece fechada, o telefone não mais atende e o site anuncia que a loja reabrirá, agora, em Ilhéus BA, no dia 1º de novembro. Indo à Junta Comercial do Estado de São Paulo, descobrimos algumas informações dos proprietários da empresa. Ela era gerida por Antonio Donizete Alvez, RG nº 13.195.001 – MG, detentor de 95% da sociedade, residente à Rua México, 1236 – Vila Mariana – Ribeirão Preto – SP. O outro sócio era Gilberto Gabiolli, 44 anos, RG nº 15.785.155-2 – SP, detentor de 5% da sociedade e residente à Rua João Lago, 439 – Pq. do servidor – Ribeirão Preto – SP.
Uma amostra da situação vivida pelos consumidores que não receberam as encomendas pode ser vista na comunidade "Fui lesado pela Wimax Computer" (www.orkut.com/Community.aspx?cmm=39275433), no orkut. Até o momento, a mesma possui 126 membros. Nessa comunidade, especula-se que a WiMax esteja agindo de modo semelhante à Criart Eletrônicos e à Microribe, outras empresas de Ribeirão Preto que praticaram golpes com vendas pela internet. Há ainda um site criado pelos consumidores lesados (http://www.euqueromeunote.tk/), que visa reunir informações relevantes e alertar futuros compradores do golpe que vem sendo praticado por aquelas empresas.
Outro fato que chama a atenção é que dois clientes que receberam os produtos encomendados (um deles depois de ter ido pessoalmente à loja) receberam notas fiscais que parecem não ter valor. Nelas, o nome WiMax aparece como que com uma etiqueta colada sobre o nome de outra empresa com o nome CompuRib.
Você deve estar pensando: o que eu tenho a ver com isso? Bem... Eu - sozinho - pouco posso fazer para reaver meu dinheiro conquistado dignamente. Nós - os consumidores - podemos fazer algo um pouco maior, mas, talvez, insuficiente, se estivermos lidando com pessoas mal intencionadas e bem assessoradas. Mas, se conseguirmos fazer com que essa história real fique conhecida por um número elevado de pessoas, certamente o resultado será maior, mesmo que não consigamos colocar as mãos no nosso dinheiro novamente. Não estou pedindo seu tempo, seu dinheiro, uma manifestação em praça pública ou coisas do tipo. Quero apenas fazer com que a história, os nomes dos envolvidos e da empresa se tornem conhecidos, para que possamos ter alguma esperança de reaver esse dinheiro (uma média de R$ 2.500,00 por pedido x 100 = R$ 250.000,00) e também impedir que novos golpes como esse sejam praticados pela mesma quadrilha. Para isso, peço que encaminhe esse documento para as pessoas que você conhece. De preferência, àquelas influentes, bem-relacionadas e que podem, de alguma forma, impedir que crimes como esse continue ocorrendo. Estamos tentando fazer com que isso chegue à imprensa o quanto antes. E-mails para jornais como Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, para o site do Jornal Nacional (com sugestão de reportagem), para o prefeito de Ribeirão Preto, para cada um dos vereadores da câmara daquele município, para a Associação Comercial e Industrial da cidade, para o escritório da Federação das Indústrias, para os jornais Tribuna de Ribeirão Preto, Jornal A Cidade de Ribeirão Preto, Jornal Gazeta de Ribeirão Preto, para as rádios Clube, Difusora, Joven Pan e USP (todas de Ribeirão Preto) já foram enviados. Mas, se você conhece alguém que pode fazer que isso vire notícia, pedimos que envie o quanto antes esse material para ampla divulgação. Além disso, queremos tornar o caso conhecido também em Ilhéus – BA, suposto lugar para onde estaria se mudando a empresa.
Agradeço a atenção em ler nossa história e reforço o convite para visitar nosso site e comunidade no Orkut (ambos os links estão relacionados nesse documento), caso tenha interesse em saber mais sobre o golpe e verificar sua veracidade.
Mais uma vez, meu muito obrigado, e, caso tenha qualquer dica, sugestão, indicação, informação ou forma de atuação, peço que nos avise.
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