quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Enfim, o primeiro fim!

Quem disse que no fim tudo dá certo estava correto! A primeira maratona de provas não podia ter acabado melhor...

Acordei no mesmo horário de sempre, li novamente alguns resumos de Matemática e completei o enxuto formulário. Feito isso, um bom banho e um delicioso almoço me enviaram para o último dia de provas. É incrível como a tranqüilidade é maior hoje do que no Domingo. Não sei se por ter feito todas as provas ou por já conhecer o monstro que se levantou, a ansiedade, o nervosismo e a tensão são bem menores dos que aqueles de quatro dias atrás.

Chegando ao local de exame, verifiquei a lista (que estava menor ainda do que ontem) e conferi minha sala. Bati um papo com um amigo e, cinco minutos antes de entrar, li pela última vez a relação de fórmulas que preparara. Leitura essa extremamente útil: pelo menos três expressões que não tinha muita segurança marcaram presença na prova que se iniciaria em instantes!

O ritual de início não foi diferente. Mecanicamente, os fiscais lêem as instruções que a invisível FUVEST manda, reforçando os mesmos avisos de sempre: não é permitido usar material estranho à prova (o que é mais estranho do que aquelas questões?), ninguém pode se ausentar antes de 15h00 (haja resistência!) e celulares e pagers devem permanecer desligados (alguém aí está com pager?). Como sempre, a prova chega com o famoso "atraso elegante", esnobando seus admiradores que ansiosamente aguardam-na sentados.

Às 13h11, a frase mágica é proferida pela última vez. Li a primeira questão e matei-a imediatamente. A segunda, idem. A terceira, também. Me senti fazendo uma prova do Claudião, no bom e velho Batista. Não fosse a falta de tempo, provavelmente teria gabaritado o exame. É claro que não foram fáceis. Mas Matemática é o meu xodó! O tempo voou e quando ouvi já eram 16h11. O relógio do fiscal apitou, quando ele imediatamente ordenou que fechássemos o caderno. Estava empolgado no meio de uma questão, mas não importa: o tempo de prova é de quatro horas! Nem um minuto a mais...

Saindo do prédio, me senti praticamente de férias. Semana que vem ainda tenho que encarar oito provas da UNICAMP, mas não importa. A USP já passou! À noite, quando cheguei em casa, conferi rapidamente as provas anteriores e tive a grata surpresa de descobrir que não fui tão mal em Física como imaginara. E, melhor, li diversas opiniões de concorrentes, que consideraram a prova de Matemática difícil. Que beleza!

Já disse o sábio: "Tudo passa". O monstro FUVEST, que nos últimos cinco dias desafiou quase quarenta mil estudantes, finalmente se calou. Sua hibernação será até o final de novembro, quando mais uma vez levantar-se-á do seu sono profundo e aniquilará mais alguns milhares de candidatos. Deus queira que eu esteja novamente presente nesta ocasião. Mas desta vez, como aluno da USP, trabalhando de fiscal. Agora, só quero descansar, esfriar a cabeça e fazer o meu melhor na UNICAMP para sair de férias com a consciência extremamente tranqüila de que fiz o possível e o impossível para conquistar minhas vagas. Cada vez mais o cheiro das férias se torna mais forte...

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