Após dois dias de "descanso", voltamos hoje à maratona de provas. Desta vez, o adversário é a UNICAMP!
O horário da UNICAMP não é o mesmo da FUVEST. Esses horários sempre nos confundem, mas vamos lá! Os portões se fecham às 13h45. Horário de chegada? 13h00! Com medo do trânsito, graças ao acidente do metrô, saí de casa bem cedo, chegando ao local de prova com uma hora e meia de antecedência. Tempo suficiente para ficar no carro fazendo hora, ficar de pé esticando as costas, entrar várias vezes na fila do chiclete e ainda bater papo com os amigos que - firme e forte - fazem a maratona de provas até o fim. Descobri que não sou o único que estou exausto, de saco cheio, com vontade de sumir e não estudar mais nada! Isso é bom - dá uma forcinha a mais!
Faltando pouco menos de meia hora para o início do exame, entrei na minha sala. Os minutos antes do começo foram os mais bizarros que já vivenciei em toda minha experiência vestibulínica. A sala de aula estava uma zona! A conversa era mais alta do que as do tempo de colégio. Metade da sala se conhecia, o que gerou um animado e barulhento bate-papo incompatível com a tensão pré-vestibular. Junto com todo esse auê, o candidato ao meu lado relutava em guardar seu material, portando seus resumos até o último segundo, esperando aprender alguma coisa que não conseguiu em 12 meses. Mal sabia eu que ainda teria que aguardar 45 minutos nessa baderna. O processo de identificação da UNICAMP é bastante peculiar. Apenas um fiscal na sala verifica o nome de todos os 45 candidatos, bem como recolhe as digitais de cada um. Feito isso, a prova chega lacrada em um saco preto, devendo ser aberta e "montada" pelo responsável. Sim! Diferentemente da FUVEST, que envia as provas nomeadas e prontas, a UNICAMP manda um bloco enorme de papéis, sem ao menos cortar as páginas, cabendo ao fiscal, na hora, separar duas "folhonas" para cada um e aos candidatos o trabalho de cortar a prova e montá-la.
Feito tudo isso, às 14h16 iniciamos a prova. Foi a pior prova que fiz nos últimos meses! O grande Bellinello definiu a prova como "massacrante", afirmando sem titubear que o exame foi "muito mais difícil do que a FUVEST". Já o mestre Fernando Teixeira afirmou que a prova foi "muito mais desafiadora e complexa", reconhecendo que não houve tempo para responder todas as questões. Uma prova enorme, cobrando muitas peculiaridades, extremamente chata e cansativa, aplicada em um escasso intervalo de tempo. É questionável um candidato à engenharia ter que saber detalhes de Biologia, como, por exemplo, a diferença morfológica em um fruto que faz com que ele seja classificado como baga ou drupa (detalhe: era a primeira questão de biologia, portanto, a mais fácil do exame - na UNICAMP, elas estão ordenadas em grau de dificuldade crescente). A proposta de buscar um aluno competente em todas as disciplinas é extremamente válida. Todavia, ninguém é capaz de guardar picuinhas de cada disciplina - especialmente quando não é sua área de interesse. Que seja. O exame já foi e as eternas quatro horas dentro da sauna de aula que achei que não passariam, terminaram. Quase dois litros de água, 6 chicletes e pouco mais de uma dezena de bombons depois, a prova finalmente acabou.
Amanhã enfrento Química e História. Estou preparado para outro exame massacrante como o de hoje. As matérias de Exatas eu me garanto! Quanto às Humanas, refugio-me na declaração do professor Armênio Uzunian: "um bom conjunto deveria levar em conta o fator tempo. Acho que a UNICAMP errou a mão..."
O horário da UNICAMP não é o mesmo da FUVEST. Esses horários sempre nos confundem, mas vamos lá! Os portões se fecham às 13h45. Horário de chegada? 13h00! Com medo do trânsito, graças ao acidente do metrô, saí de casa bem cedo, chegando ao local de prova com uma hora e meia de antecedência. Tempo suficiente para ficar no carro fazendo hora, ficar de pé esticando as costas, entrar várias vezes na fila do chiclete e ainda bater papo com os amigos que - firme e forte - fazem a maratona de provas até o fim. Descobri que não sou o único que estou exausto, de saco cheio, com vontade de sumir e não estudar mais nada! Isso é bom - dá uma forcinha a mais!
Faltando pouco menos de meia hora para o início do exame, entrei na minha sala. Os minutos antes do começo foram os mais bizarros que já vivenciei em toda minha experiência vestibulínica. A sala de aula estava uma zona! A conversa era mais alta do que as do tempo de colégio. Metade da sala se conhecia, o que gerou um animado e barulhento bate-papo incompatível com a tensão pré-vestibular. Junto com todo esse auê, o candidato ao meu lado relutava em guardar seu material, portando seus resumos até o último segundo, esperando aprender alguma coisa que não conseguiu em 12 meses. Mal sabia eu que ainda teria que aguardar 45 minutos nessa baderna. O processo de identificação da UNICAMP é bastante peculiar. Apenas um fiscal na sala verifica o nome de todos os 45 candidatos, bem como recolhe as digitais de cada um. Feito isso, a prova chega lacrada em um saco preto, devendo ser aberta e "montada" pelo responsável. Sim! Diferentemente da FUVEST, que envia as provas nomeadas e prontas, a UNICAMP manda um bloco enorme de papéis, sem ao menos cortar as páginas, cabendo ao fiscal, na hora, separar duas "folhonas" para cada um e aos candidatos o trabalho de cortar a prova e montá-la.
Feito tudo isso, às 14h16 iniciamos a prova. Foi a pior prova que fiz nos últimos meses! O grande Bellinello definiu a prova como "massacrante", afirmando sem titubear que o exame foi "muito mais difícil do que a FUVEST". Já o mestre Fernando Teixeira afirmou que a prova foi "muito mais desafiadora e complexa", reconhecendo que não houve tempo para responder todas as questões. Uma prova enorme, cobrando muitas peculiaridades, extremamente chata e cansativa, aplicada em um escasso intervalo de tempo. É questionável um candidato à engenharia ter que saber detalhes de Biologia, como, por exemplo, a diferença morfológica em um fruto que faz com que ele seja classificado como baga ou drupa (detalhe: era a primeira questão de biologia, portanto, a mais fácil do exame - na UNICAMP, elas estão ordenadas em grau de dificuldade crescente). A proposta de buscar um aluno competente em todas as disciplinas é extremamente válida. Todavia, ninguém é capaz de guardar picuinhas de cada disciplina - especialmente quando não é sua área de interesse. Que seja. O exame já foi e as eternas quatro horas dentro da sauna de aula que achei que não passariam, terminaram. Quase dois litros de água, 6 chicletes e pouco mais de uma dezena de bombons depois, a prova finalmente acabou.
Amanhã enfrento Química e História. Estou preparado para outro exame massacrante como o de hoje. As matérias de Exatas eu me garanto! Quanto às Humanas, refugio-me na declaração do professor Armênio Uzunian: "um bom conjunto deveria levar em conta o fator tempo. Acho que a UNICAMP errou a mão..."
Um comentário:
Fala Cesar... tava corrida a semana, e tava sem fotos, por isso prorroguei minha atualização, rss Mas agora já está...
Pö cara, lendo seus relatos, da mó vontade de estar aí fazendo as provas tbem... rsss Tá, pode falar q sou meio loco... rs
Abcao!!!
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