O dia foi, mais uma vez, dedicado às provas da UNICAMP, sendo elas de Química e História.
Hoje descobri o motivo de tanta conversa ontem. Na UNICAMP, os candidatos são alocados de acordo com sua carreira. Na minha sala, além dos futuros engenheiros da computação, havia também vários candidatos ao curso de filosofia. Daí, logo lembrei-me da famosa sociabilidade dos humanóides. Quando fui identificar os exatóides, não tive dificuldade: 10 caras, nenhuma menina, todos feios, sem falar um com os outros, a maioria orientais, concentrados no nada.
A prova começou mal. A lousa indicava duas erratas na prova de Química. Cheguei a conclusão que o problema da UNICAMP não é a dificuldade do exame, mas, sim, a duração dele. As 12 questões de cada matéria são muito complexas, uma vez que devem abordar todo o conteúdo do Ensino Médio. Sendo assim, não poderiam ser superficiais. Para complicar, a instituição quer "inovar", inventando novas abordagens e incluir a maldita interdisciplinaridade no meio. A prova de Química, por exemplo, pedia em um item a equação da reta de um gráfico (se não me engano, estudei isso em Matemática) e, em outra questão, pedia o julgamento de uma frase que só poderia ser feito se soubéssemos qual espécie de bicho causa malária (isso não era Biologia?). Além do mais, repetiu-se a dose da primeira fase e fez-se uma prova temática, visando discutir os problemas da alimentação mundial. O exame deste ano não foi no laboratório, foi na cozinha! Uma situação nova, completamente diferente das enfrentadas ao longo do ano em sala de aula. Interessante? Até seria se tivéssemos tempo para digerir o prato que nos foi servido. O escasso tempo só permitiu que engolíssemos a prova e vomitássemos aquilo que comemos durante o ano. Não foi possível metabolizar todas as informações, como a faculdade provavelmente queria, e construir respostas plausíveis à altura da prova. Ao contrário: foi uma corrida contra o tempo, onde venceu não o mais preparado, mas, aquele que decorou mais coisas ao longo do ano e conseguiu jogar no papel o máximo possível de informações. Exatamente o oposto do perfil buscado pela instituição...
Nada escapa da UNICAMP. Tudo aquilo que demos graças a Deus por não aparecer em outras provas essa faculdade faz questão de lembrar. As 12 questões desdobram-se em sub-itens, indo às vezes até a letra c. O exame é realmente enorme e, com pouquíssimo tempo para ser resolvido em uma sala quentíssima e com carteiras extremamente desconfortáveis, submete os pobres vestibulandos a terríveis torturas físicas e psicológicas. Meus sonhos de uma noite de verão não eram assim! Começo a entender melhor a expressão "do inferno ao céu em apenas 8 horas"...
Hoje descobri o motivo de tanta conversa ontem. Na UNICAMP, os candidatos são alocados de acordo com sua carreira. Na minha sala, além dos futuros engenheiros da computação, havia também vários candidatos ao curso de filosofia. Daí, logo lembrei-me da famosa sociabilidade dos humanóides. Quando fui identificar os exatóides, não tive dificuldade: 10 caras, nenhuma menina, todos feios, sem falar um com os outros, a maioria orientais, concentrados no nada.
A prova começou mal. A lousa indicava duas erratas na prova de Química. Cheguei a conclusão que o problema da UNICAMP não é a dificuldade do exame, mas, sim, a duração dele. As 12 questões de cada matéria são muito complexas, uma vez que devem abordar todo o conteúdo do Ensino Médio. Sendo assim, não poderiam ser superficiais. Para complicar, a instituição quer "inovar", inventando novas abordagens e incluir a maldita interdisciplinaridade no meio. A prova de Química, por exemplo, pedia em um item a equação da reta de um gráfico (se não me engano, estudei isso em Matemática) e, em outra questão, pedia o julgamento de uma frase que só poderia ser feito se soubéssemos qual espécie de bicho causa malária (isso não era Biologia?). Além do mais, repetiu-se a dose da primeira fase e fez-se uma prova temática, visando discutir os problemas da alimentação mundial. O exame deste ano não foi no laboratório, foi na cozinha! Uma situação nova, completamente diferente das enfrentadas ao longo do ano em sala de aula. Interessante? Até seria se tivéssemos tempo para digerir o prato que nos foi servido. O escasso tempo só permitiu que engolíssemos a prova e vomitássemos aquilo que comemos durante o ano. Não foi possível metabolizar todas as informações, como a faculdade provavelmente queria, e construir respostas plausíveis à altura da prova. Ao contrário: foi uma corrida contra o tempo, onde venceu não o mais preparado, mas, aquele que decorou mais coisas ao longo do ano e conseguiu jogar no papel o máximo possível de informações. Exatamente o oposto do perfil buscado pela instituição...
Nada escapa da UNICAMP. Tudo aquilo que demos graças a Deus por não aparecer em outras provas essa faculdade faz questão de lembrar. As 12 questões desdobram-se em sub-itens, indo às vezes até a letra c. O exame é realmente enorme e, com pouquíssimo tempo para ser resolvido em uma sala quentíssima e com carteiras extremamente desconfortáveis, submete os pobres vestibulandos a terríveis torturas físicas e psicológicas. Meus sonhos de uma noite de verão não eram assim! Começo a entender melhor a expressão "do inferno ao céu em apenas 8 horas"...
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